terça-feira, 13 de agosto de 2013

É para protestar ou para aparecer? - Opinião

(*) Texto escrito por Luiz Carlos Pereira, autor deste blog.

Nos últimos meses o Brasil inquestionavelmente tem mudado sua percepção de mundo. Pensamos duas vezes antes de tomar decisões, questionamos preços, colocamos em dúvida produtos que nos chegam de forma "fácil", etc. O brasileiro está mais questionador, aguçado de suas convicções e, antes de tudo, exigente.

Um vídeo recentemente caiu nas graças da internet. Se trata de imagens em que o pastor e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP) estava em um avião com destino a São Paulo e foi abordado por dois jovens - Eric Corazza e Conrado Ribeiro, ambos de 26 anos, que começaram a cantar a música "Robocop Gay", do extinto grupo Mamonas Assassinas (vítimas de um acidente aéreo em 1996). Os jovens, não satisfeitos em cantar em alta voz, ainda chegaram a tocar no deputado e fazer trocadilhos com trechos da música: "Um Feliciano gay", no qual o trecho original seria: "Um Robocop gay".


Ao lado do deputado estava o produtor musical Marinho. No avião, estavam dezenas de pessoas que, infelizmente, sofreram incômodo que poderia ter sido evitado. Em certo momento do vídeo, é possível perceber que o passageiro que está atrás de Marco Feliciano fica bastante irritado e pede aos jovens que parem com a ação. Minutos depois, já sentados, os jovens começam a gritar palavras de ordem no avião: "Feliciano, pode esperar, a sua hora vai chegar!".

Imagem: Reprodução da internet
No seu microblog, o deputado agradece aos passageiros do avião e a Polícia Federal: "Agradeço aos passageiros do voo AD5019 BSB x GRU bem como a equipe da @azulinhasaereas e o apoio da Polícia Federal do Aerop de Guarulhos" e ainda destacou o seu posicionamento a favor da família natural: " Não sou contra gays, sou defensor da família natural!"

O que se coloca em questão é o seguinte: Existem formas mais eficazes de protesto, ou todo protesto pode e deve ser prejudicial?

Cada cidadão tem o direito de posicionar-se sobre qualquer tipo de assunto, levando suas insatisfações e propostas as mais diversas instâncias da justiça, para que se exponha as vergonhas e mazelas de um país. Porém, a liberdade de um indivíduo não pode ser expansiva ao ponto de ser prejudicial a liberdade de outros indivíduos, o que ocorre não somente em protestos descontrolados, mas também no carnaval, em cultos religiosos e etc. É no mínimo desrespeitoso a atitude dos jovens que, propositalmente, atrapalharam o sossego e o silêncio de tantos outros passageiros.

Lutar por causas e ideologias é necessário para o avanço de um país. O que não é necessário é a agressão moral e emocional que, não só o "alvo", mas como boa parte dos passageiros sofreram com a paz interrompida em nome de uma ideologia falsa - até porquê quem realmente é engajado em causas sociais e minorias, sabe devidamente protestar e cobrar os seus direitos. E para evitar que este texto seja tachado de tendencioso por não explorar os "reais" motivos do "protesto" dos jovens, eles se colocam dizendo: " "Eu protestei como um cidadão que tem vergonha de ter um deputado como ele, disse Ribeiro em entrevista ao UOL.

Reafirmo que todo o cidadão, seja ele gay, hétero, protestante, católico, ateu, branco, negro, etc, tem o direito e o dever de expandir suas insatisfações, criar e organizar mobilizações sociais em prol de mudanças reais, todos tem liberdade e margem política para isto - vivemos em uma democracia. O que é de se pensar - e duas vezes - é se a ação desenvolvida por alguns irá atrapalhar aqueles que, realmente, querem paz. 

sábado, 10 de agosto de 2013

A mesma história de sempre, mas em novos modelos de enganação

(*) Texto escrito por Luiz Carlos Pereira, autor deste blog.

O Brasil parece já não aceitar passivamente a qualquer tipo de serviço prestado, e ainda mais quando se trata dos serviços públicos. Já não é de agora que vemos sistemas que não funcionam, como a saúde, educação, moradia, segurança, mobilidade, e tantas outras categorias que ficaria inviável cita-las. O curioso é que, apesar da insatisfação comum das pessoas, os nossos representantes, líderes e dirigentes nunca aprendem o ABC do caráter. Sempre é a mesma conversa: "Vamos trabalhar para punir os envolvidos... Vamos fazer... Vamos estudar soluções... A prefeitura já está trabalhando..." e nada, absolutamente nada, muda.

Recentemente, a Siemens entregou documentos ao CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica, em regime de leniência - medida que, ao colaborar com as investigações, a Siemens ficaria isenta de punições futuras, que denuncia um esquema de licitações feitas entre 1998 e 2008 para a operação e execução de serviços na CTPM - Companhia de Transporte Metroviário e metrôs de São Paulo, todos sobre a gestão do PSDB (Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra). Segundo documentos já em posse do CADE, estariam envolvidas cerca de 18 empresas no esquema que é crime contra a concorrência mercadológica. 

De acordo com a Siemens, o governo de São Paulo não só sabia, como deu o sinal verde para o esquema que funcionaria assim: A empresa vencedora contrataria outras empresas que participaram do processo licitatório e, juntas através de subcontratações, elevariam preços de produtos e serviços. 

Ontem (09), o governador Geraldo Alckmin anunciou a criação de uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar as possíveis fraudes no cartel. A comissão terá representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB e de mais 11 entidades como Organizações Não Governamentais que defendem a transparência das contas públicas.

A população, como já citado no início deste texto, já não aceita qualquer desculpa e serviço. Os nossos políticos devem refletir melhor nas suas ações. Não é justo e muito menos concordável, que milhões de cidadãos que dependem de serviços públicos, e que pagam por isso com taxas elevadas de impostos, não tenham se quer, uma relação de respeito com que governa as cidades, estados e este país. Infelizmente são neles (os políticos falhos) que muita gente confia e elege nas eleições, seja por ignorância política, falta de informação ou simplesmente, descaso de quem não se interessa e troca seu voto por tijolos e dentaduras.

A atenção, em tudo, é a escapatória de um terrível naufrágio social, onde nele estão eu e você, simples vozes em meio a tantas águas de corrupção. Que a justiça, se ela existir de verdade, seja feita. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

[PRODUÇÃO] Programa Papo Extensão no Centro de Educação da UFPE

Para ter acesso ao vídeo, clique aqui.

Produção : Luiz Carlos Pereira
Imagens : Mariana Sabino
Edição e Finalização: Marcílio Júnior
Chefe da divisão de Comunicação: Marcus Silvestre
Coordenação: Wellington dos Santos
Pró-Reitor: Edílson Fernandes
Proext- UFPE- 2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Com duzentos reais, vítimas do incêndio no bairro dos Coelhos tentam sobreviver

(*) Texto escrito por Luiz Carlos Pereira, autor deste blog.


    Como se não bastasse todo o sofrimento vivido por dezenas de famílias vítimas de um incêndio na comunidade do Campinho, nos Coelhos, elas ainda precisam enfrentar a burocracia e lentidão dos órgãos auxiliadores da prefeitura para poderem sobreviver.

Até agora, de acordo com a prefeitura, foram cadastradas 101 famílias que perderam suas casas. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press
 Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press / Diário de Pernambuco
     Em pronunciamento feito após o incidente, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, anunciou que o valor do auxílio-moradia pago pela administração municipal para casos como este, irá aumentar, de R$ 150,00 para R$ 200,00, um aumento de cinquenta reais a mais para quem perdeu tudo. 

 Além disso, a prefeitura irá ceder colchonetes, kits de higiene pessoal e cestas básicas, além de um crédito de R$ 1,500,00, a ser parcelado em três vezes de R$ 500,00, para a compra de móveis e utensílios domésticos para as famílias prejudicadas. 

    Até onde se tem notícia, 101 famílias foram cadastradas para o recebimento dos "benefícios" citados acima, dos quais 34 delas precisaram ser removidas para um abrigo improvisado. Por outro lado, as famílias (ou boa parte delas) afirmam veementemente que a prefeitura não cumpriu com o prometido, ou seja, não cedeu colchões, kits de higiene e cestas básicas. Alguma coisa está errada. 

    Quando catástrofes - como esta - acontecem, a ação dos órgãos e departamentos públicos é necessária, e na maioria das vezes decisiva, para o atenuamento da dor das pessoas que já encontram-se traumatizadas em decorrência das tragédias vividas. É de se esperar no mínimo respeito, e com ele a dignidade. Dignidade de ações efetivas e funcionais, não aumentos (de R$ 50,00) e promessas, que tornam ainda mais frágeis um sistema desfuncional. 

    Se houvessem investimentos em prevenções, construções de moradias e conjuntos habitacionais adequados e dignos, talvez, não estaríamos - eu escrevendo este texto e você lendo - vivenciando este tão doloroso fato.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Reportagem sobre a SBPC - UFPE

Foi realizado na última semana, nos dias 16 e 17 e entre os dias 21 à 26 de julho, a 65º reunião da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, no Campus da UFPE. O objetivo foi debater os avanços da ciência e da tecnologia. 
Abaixo, você confere a reportagem feitas por Luiz Carlos Pereira com Imagens de Diogo Cajueiro. 

Para acessar ao vídeo, clique neste link:

sexta-feira, 12 de julho de 2013

[Produção e Narração] Ações extensionistas no Centro de Ciências Biológicas da UFPE

Para ter acesso ao vídeo, clique aqui.

Produção: Luiz Carlos Pereira
Imagens: Mariana Sabino
Edição e Finalização: Marcílio Júnior
Chefe da divisão de Comunicação: Marcus Silvestre
Coordenação: Wellington dos Santos
Pró-Reitor: Edílson Fernandes

[Produção] Projeto aborda saúde alimentar com consciência ambiental

Para ter acesso ao vídeo, clique aqui.

Produção : Luiz Carlos Pereira
Imagens : Mariana Sabino
Edição e Finalização: Marcílio Júnior
Chefe da divisão de Comunicação: Marcus Silvestre
Coordenação: Wellington dos Santos
Pró-Reitor: Edílson Fernandes
Proext- UFPE- 2013

[Produçao e narração] Projeto Reflorestamento do Córrego do Cavoco UFPE

Para ter acesso ao vídeo, clique aqui.

Produção : Luiz Carlos Pereira
Imagens e edição: Mariana Sabino e Luiz Carlos Pereira
Finalização: Marcílio Júnior
Chefe da divisão de Comunicação: Marcus Silvestre
Coordenação: Wellington dos Santos
Pró-Reitor: Edílson Fernandes

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Racismo: Pior que doença, uma extrema falta de caráter



(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.

Em 1907, um psicólogo austríaco chamado Alfred Adler criou um termo chamado complexo de inferioridade. Na sua teoria, ele buscava entender o por que algumas pessoas tinham graus de doenças diferentes. Por conta dos seus estudos, Adler entendeu que elas buscavam a agressividade como proteção pessoal. Era como se a agressividade fosse um incentivo à superação de obstáculos.
 Cento e seis anos após a teoria, a inércia de casos onde o preconceito e a discriminação é o cartão de visita de muita gente, ainda continua. Qual seria o denominador para respostas por atos tão imbecis e estúpidos quanto o racismo? Será que os problemas destas pessoas são psíquicos ou extrema falta de caráter?
            O fator determinante do racismo no Brasil é a realidade econômica do indivíduo. Diferente dos Estados Unidos, onde racismo é algo enraizado culturalmente – seguindo o pensamento do antropólogo Roberto Da Matta – no nosso país, ser pobre e negro é sinônimo de perigo muitas vezes. Prova disto são os inúmeros casos de racismo aplicados a pessoas negras em shoppings centers, por exemplo. Ou mesmo a descriminação em restaurantes com pessoas que vão consumir produtos, mas são ridicularizadas pelo tratamento diferenciado e troca de olhares desconfiados de funcionários e clientes. 
            A idealização de preconceito é fomentada desde a infância. As brincadeirinhas de escola que se utiliza de palavras como “neguinho”, pixe, zulu, macaco, chita, fubá, e várias outras classificações que, desde cedo, mostram como as crianças se comportam frente a questões tão sérias, parecendo até que elas não sabem o que falam. Pior do que isso é a posição dos pais ou responsáveis com essa questão. Na maioria dos casos, tudo isto não dá em nada, ou seja, a criança cresce entendendo que aquela forma de agir é correta e que pessoas que são diferentes de seus “padrões” devem ser criticadas negativamente por isto.
            É lamentável ver uma sociedade onde se constrói, degrau por degrau, um ensino de olhares dúbios, racistas de formação e pior: pessoas sem o mínimo se quer de educação para respeitar diversidades. É desonroso ver que diferenças ao invés de serem simplesmente mantidas e respeitadas, são socialmente forçadas a se adequar em um regime onde apenas um padrão é correto, onde só um segmento é o caminho certo e enfim, tudo isto é motivo para que se pense na construção social de hoje, pois a sociedade já não anda bem da cabeça.
            A educação de qualidade pode e deve ser a solução para estas questões, assim como inúmeras outras. Mas o problema é que, como é citado no início do texto, ainda é complicado saber se as pessoas têm problemas psíquicos ou extrema falta de caráter.

A onipotência da mídia


(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.

Sob o julgo dos olhares e percepções de qualquer pessoa, a mídia apresenta todos os dias uma forma, uma ideologia e finalmente a informação. O trato da notícia, a imparcialidade, a moderação igualitária de voz para os mais diferentes casos, já não é uma verdade (e diga-se de passagem, nunca foi), para aqueles que recebem a informação e simplesmente absorvem o conteúdo de uma maneira mais natural e aceitável possível.
            A tão exaltada credibilidade viabiliza a construção de sucesso ou caminho de derrota de um grupo, sociedade e/ou pessoa física. Tomando como exemplo os políticos, estes necessariamente precisam da credibilidade para persuadir e assim convencer o eleitor de que ele (e consequentemente o seu partido, sua ideologia) é o melhor governo para determinada situação. Já a mídia, insere-se como quarto poder sem nunca ter sido escolhida via sociedade democrática para ocupar tal posição. Ou seja, a credibilidade depositada a tal movimento é estrondosamente maior e menos criteriosa, visto que a ocupação desta posição não é popular e democrática de direito.
            Não aplicando conceitos, mas uma concessão pública é um ato de “autorização” para que empresas privadas atuem no campo público e para o público. Apesar disto ser uma verdade, é notável o uso das concessões para gerir uma gama de vantagens para o privado, esquecendo-se (ou não) da tese inicial.
            A onipotência da mídia é invisível, porém notável. Seja qual for a forma: desde um anúncio até uma notícia com interesses próprios e/ou organizacionais, fica evidente que a permeabilidade da conjuntura midiática na sociedade é real e, ao que parece, inevitável.
            Portanto, diante deste cenário de poder, influência e facetas, os olhos críticos proporcionam uma refinação de ideias, pensamentos e informações, que são impostas à sociedade de uma forma em que há um aproveitamento da alienação extrema e até mesmo de desinformados – por não possuírem o direito básico de formação da própria opinião.

CRIAÇÃO DE LOGOMARCA PARA IGREJA BATISTA

Logomarca criada para a Primeira Igreja Batista em Paulista