(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.
Em 1907, um psicólogo austríaco chamado
Alfred Adler criou um termo chamado complexo de inferioridade. Na sua teoria,
ele buscava entender o por que algumas pessoas tinham graus de doenças diferentes.
Por conta dos seus estudos, Adler entendeu que elas buscavam a agressividade
como proteção pessoal. Era como se a agressividade fosse um incentivo à
superação de obstáculos.
Cento e seis anos após a teoria, a inércia de
casos onde o preconceito e a discriminação é o cartão de visita de muita gente,
ainda continua. Qual seria o denominador para respostas por atos tão imbecis e
estúpidos quanto o racismo? Será que os problemas destas pessoas são psíquicos
ou extrema falta de caráter?
O
fator determinante do racismo no Brasil é a realidade econômica do indivíduo.
Diferente dos Estados Unidos, onde racismo é algo enraizado culturalmente –
seguindo o pensamento do antropólogo Roberto Da Matta – no nosso país, ser
pobre e negro é sinônimo de perigo muitas vezes. Prova disto são os inúmeros
casos de racismo aplicados a pessoas negras em shoppings centers, por exemplo. Ou mesmo a descriminação em
restaurantes com pessoas que vão consumir produtos, mas são ridicularizadas
pelo tratamento diferenciado e troca de olhares desconfiados de funcionários e
clientes.
A
idealização de preconceito é fomentada desde a infância. As brincadeirinhas de
escola que se utiliza de palavras como “neguinho”,
pixe, zulu, macaco, chita, fubá, e várias outras classificações que, desde
cedo, mostram como as crianças se comportam frente a questões tão sérias,
parecendo até que elas não sabem o que falam. Pior do que isso é a posição dos
pais ou responsáveis com essa questão. Na maioria dos casos, tudo isto não dá
em nada, ou seja, a criança cresce entendendo que aquela forma de agir é
correta e que pessoas que são diferentes de seus “padrões” devem ser criticadas
negativamente por isto.
É
lamentável ver uma sociedade onde se constrói, degrau por degrau, um ensino de
olhares dúbios, racistas de formação e pior: pessoas sem o mínimo se quer de
educação para respeitar diversidades. É desonroso ver que diferenças ao invés
de serem simplesmente mantidas e respeitadas, são socialmente forçadas a se
adequar em um regime onde apenas um padrão é correto, onde só um segmento é o
caminho certo e enfim, tudo isto é motivo para que se pense na construção
social de hoje, pois a sociedade já não anda bem da cabeça.
A
educação de qualidade pode e deve ser a solução para estas questões, assim como
inúmeras outras. Mas o problema é que, como é citado no início do texto, ainda
é complicado saber se as pessoas têm problemas psíquicos ou extrema falta de
caráter.
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