segunda-feira, 8 de abril de 2013

A onipotência da mídia


(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.

Sob o julgo dos olhares e percepções de qualquer pessoa, a mídia apresenta todos os dias uma forma, uma ideologia e finalmente a informação. O trato da notícia, a imparcialidade, a moderação igualitária de voz para os mais diferentes casos, já não é uma verdade (e diga-se de passagem, nunca foi), para aqueles que recebem a informação e simplesmente absorvem o conteúdo de uma maneira mais natural e aceitável possível.
            A tão exaltada credibilidade viabiliza a construção de sucesso ou caminho de derrota de um grupo, sociedade e/ou pessoa física. Tomando como exemplo os políticos, estes necessariamente precisam da credibilidade para persuadir e assim convencer o eleitor de que ele (e consequentemente o seu partido, sua ideologia) é o melhor governo para determinada situação. Já a mídia, insere-se como quarto poder sem nunca ter sido escolhida via sociedade democrática para ocupar tal posição. Ou seja, a credibilidade depositada a tal movimento é estrondosamente maior e menos criteriosa, visto que a ocupação desta posição não é popular e democrática de direito.
            Não aplicando conceitos, mas uma concessão pública é um ato de “autorização” para que empresas privadas atuem no campo público e para o público. Apesar disto ser uma verdade, é notável o uso das concessões para gerir uma gama de vantagens para o privado, esquecendo-se (ou não) da tese inicial.
            A onipotência da mídia é invisível, porém notável. Seja qual for a forma: desde um anúncio até uma notícia com interesses próprios e/ou organizacionais, fica evidente que a permeabilidade da conjuntura midiática na sociedade é real e, ao que parece, inevitável.
            Portanto, diante deste cenário de poder, influência e facetas, os olhos críticos proporcionam uma refinação de ideias, pensamentos e informações, que são impostas à sociedade de uma forma em que há um aproveitamento da alienação extrema e até mesmo de desinformados – por não possuírem o direito básico de formação da própria opinião.

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