segunda-feira, 8 de abril de 2013

Racismo: Pior que doença, uma extrema falta de caráter



(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.

Em 1907, um psicólogo austríaco chamado Alfred Adler criou um termo chamado complexo de inferioridade. Na sua teoria, ele buscava entender o por que algumas pessoas tinham graus de doenças diferentes. Por conta dos seus estudos, Adler entendeu que elas buscavam a agressividade como proteção pessoal. Era como se a agressividade fosse um incentivo à superação de obstáculos.
 Cento e seis anos após a teoria, a inércia de casos onde o preconceito e a discriminação é o cartão de visita de muita gente, ainda continua. Qual seria o denominador para respostas por atos tão imbecis e estúpidos quanto o racismo? Será que os problemas destas pessoas são psíquicos ou extrema falta de caráter?
            O fator determinante do racismo no Brasil é a realidade econômica do indivíduo. Diferente dos Estados Unidos, onde racismo é algo enraizado culturalmente – seguindo o pensamento do antropólogo Roberto Da Matta – no nosso país, ser pobre e negro é sinônimo de perigo muitas vezes. Prova disto são os inúmeros casos de racismo aplicados a pessoas negras em shoppings centers, por exemplo. Ou mesmo a descriminação em restaurantes com pessoas que vão consumir produtos, mas são ridicularizadas pelo tratamento diferenciado e troca de olhares desconfiados de funcionários e clientes. 
            A idealização de preconceito é fomentada desde a infância. As brincadeirinhas de escola que se utiliza de palavras como “neguinho”, pixe, zulu, macaco, chita, fubá, e várias outras classificações que, desde cedo, mostram como as crianças se comportam frente a questões tão sérias, parecendo até que elas não sabem o que falam. Pior do que isso é a posição dos pais ou responsáveis com essa questão. Na maioria dos casos, tudo isto não dá em nada, ou seja, a criança cresce entendendo que aquela forma de agir é correta e que pessoas que são diferentes de seus “padrões” devem ser criticadas negativamente por isto.
            É lamentável ver uma sociedade onde se constrói, degrau por degrau, um ensino de olhares dúbios, racistas de formação e pior: pessoas sem o mínimo se quer de educação para respeitar diversidades. É desonroso ver que diferenças ao invés de serem simplesmente mantidas e respeitadas, são socialmente forçadas a se adequar em um regime onde apenas um padrão é correto, onde só um segmento é o caminho certo e enfim, tudo isto é motivo para que se pense na construção social de hoje, pois a sociedade já não anda bem da cabeça.
            A educação de qualidade pode e deve ser a solução para estas questões, assim como inúmeras outras. Mas o problema é que, como é citado no início do texto, ainda é complicado saber se as pessoas têm problemas psíquicos ou extrema falta de caráter.

A onipotência da mídia


(*) Texto escrito por Luiz Carlos Jr, autor deste blog.

Sob o julgo dos olhares e percepções de qualquer pessoa, a mídia apresenta todos os dias uma forma, uma ideologia e finalmente a informação. O trato da notícia, a imparcialidade, a moderação igualitária de voz para os mais diferentes casos, já não é uma verdade (e diga-se de passagem, nunca foi), para aqueles que recebem a informação e simplesmente absorvem o conteúdo de uma maneira mais natural e aceitável possível.
            A tão exaltada credibilidade viabiliza a construção de sucesso ou caminho de derrota de um grupo, sociedade e/ou pessoa física. Tomando como exemplo os políticos, estes necessariamente precisam da credibilidade para persuadir e assim convencer o eleitor de que ele (e consequentemente o seu partido, sua ideologia) é o melhor governo para determinada situação. Já a mídia, insere-se como quarto poder sem nunca ter sido escolhida via sociedade democrática para ocupar tal posição. Ou seja, a credibilidade depositada a tal movimento é estrondosamente maior e menos criteriosa, visto que a ocupação desta posição não é popular e democrática de direito.
            Não aplicando conceitos, mas uma concessão pública é um ato de “autorização” para que empresas privadas atuem no campo público e para o público. Apesar disto ser uma verdade, é notável o uso das concessões para gerir uma gama de vantagens para o privado, esquecendo-se (ou não) da tese inicial.
            A onipotência da mídia é invisível, porém notável. Seja qual for a forma: desde um anúncio até uma notícia com interesses próprios e/ou organizacionais, fica evidente que a permeabilidade da conjuntura midiática na sociedade é real e, ao que parece, inevitável.
            Portanto, diante deste cenário de poder, influência e facetas, os olhos críticos proporcionam uma refinação de ideias, pensamentos e informações, que são impostas à sociedade de uma forma em que há um aproveitamento da alienação extrema e até mesmo de desinformados – por não possuírem o direito básico de formação da própria opinião.

CRIAÇÃO DE LOGOMARCA PARA IGREJA BATISTA

Logomarca criada para a Primeira Igreja Batista em Paulista