quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A corrupção que vale milhões


Capa da revista Veja, 12 de maio de 2004
     Muito se vê e ouve falar em corrupção. Na maioria dos casos associa-se de imediato aos políticos - o que é um erro, pois corrupção não é uma particularidade deles. Porém, atos escandalosos, desvios de verbas, entre outras coisas do gênero, denigrem (e desta vez com razão) a imagem dos 'representantes do povo'.
     Tomando como exemplo o período de 1987 - 1995 do então político Paulo Maluf, podemos observar o nível da roubalheira no Brasil.
     No período citado acima, Paulo Maluf recebeu em sua conta na Suíça, o valor que girava em torno de trezentos e quarenta e cinco milhões de dólares, o que na época representava mais do que o dobro em reais. Seus argumentos sempre foram de negação, quando denunciado pelas mídias nacionais e principalmente pela Veja, que produziu uma matéria especial e detalhada do caso. Toda a situação gerou uma série de polêmicas e debates  no país sobre o mal uso do dinheiro público. Nos arquivos do site do Banco Mundial por exemplo, é possível ver que em 2005, o Brasil perdia cerca de 5 a 7 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) que correspondia à cerca de setenta e dois bilhões de reais para a corrupção. Dinheiro este que poderia e deveria ser empregado na educação, saúde, mobilidade, e tantos outros meios que transformariam a vida de milhões de brasileiros para melhor, havendo uma política mais justa, limpa e consequentemente uma população mais satisfeita.
     É impossível não haver corrupção, tanto no Brasil, como no mundo. Contudo, é possível construir uma eficácia geral na sociedade, trabalhando com transparência e clareza, trabalhando por ideias e problemas de todos. 

(*) Texto escrito por Luiz Carlos Faustino Pereira Júnior, estudante do curso de comunicação social com habilitação em jornalismo da Faculdade Joaquim Nabuco.

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